COMO A PRÓPRIA EDUARDA DIZIA "MÃE TU ÉS A MINHA ESTRELA CINTILANTE"
AGORA PASSOU A SER A EDUARDINHA, A ESTRELA CINTILANTE QUE BRILHA BEM DO ALTO DOS CÉUS

terça-feira, 19 de maio de 2009

A Estrela de todos os dias


Fez no dia 18 deste mês de Maio… 3 anos que partiste para junto de Deus. A estrela que és agora ilumina os dias e noites de todos os que por cá ficámos, no lado de cá da dimensão superior que já conheces.

No próximo mês de Junho, no dia 21, completarias 9 anos de idade. Corta-nos o coração, de apenas imaginar cresceres ao nosso lado. Porque esse desejo não se tornou realidade?

Vives no mundo da luz. Vejo que aqui não se sabe caminhar, estar, amar… O Homem caminha para uma degradação emocional. Muitos não desejam o bem dos outros, muito menos se toleram, entre-ajudam…

Quero que saibas que toda a tua família ama essa Estrela Cintilante que és… da forma mais subtil e bonita que conheci neste mundo. Mesmo que muitos amigos sigam as suas vidas, quase parecendo que ignoram que existas (isso magoa-me), apenas vendo o seu mundo e tudo os que os rodeia, que saibas que a tua família redescobre a cada instante, o profundo Amor por ti…

Nestes meses de Maio e Junho existem dois dias que nos tocam mas todos eles são iguais: todos eles nos tocam porque têm algo em comum, estão repletos de uma saudade sem fim, do crepúsculo momento do olhar das manhãs ao tímido ofuscar de uma noite de luar.

5 comentários:

Rosario disse...

Amigo Joaquim, adoro ler as suas mensagens dirigidas à Eduarda,pois vou aí buscar forças para atenuar a minha grande dor. Como estamos no mesmo barco, a nossa línguagem é a mesma e entendemo-nos. Beijos para Vós. Rosário

Anónimo disse...

"Mesmo que muitos amigos sigam as suas vidas, quase parecendo que ignoram que existas (isso magoa-me), apenas vendo o seu mundo e tudo os que os rodeia..."

Esta é a mais triste e cruel realidade, própria de um mundo, de uma sociedade 'vazia', onde deixamos de ser Pessoas (e ser Pessoa é viver em comunhão/relação com os outros) para sermos apenas Animais Racionais (Pensa-se... mas pouco!).

Naquele dia...
Era madrugada... estava a acabar de fazer um trabalho para entregar na faculdade.
Batem-me à porta.
Àquela hora, bater à porta de um padre/pároco é sempre mau sinal.
Abri e vi, incrédulo, dois amigos/colaboradores do Joaquim no Jornal «O Mensageiro».
Perguntaram-me pelo Joaquim. Disseram-me: «A filha do Joaquim morreu!».
O chão fugiu-me dos pés naquele momento. «A Eduardinha?».

Procurei o Joaquim pelo telefone, pois eles disseram-me que em casa não estava.
Mal conseguia ouvir a sua voz. Apenas o seu choro.
O que podia eu dizer? «Estás bem?» - que pergunta rídicula para se fazer numa hora destas!
Apenas perguntei: «Onde estás?». Queria ter a certeza de que não estava sozinho (a dor era - é - apenas dele, mas fisicamente a presença de Alguém é decerto um conforto inestimável).

Já sozinho, caí em mim.
Saí de casa.
Fui ao Valongo.
Parei em frente da casa da Eduardinha.
Saí e andei ali a tentar 'vê-la', senti-la.

Apenas no dia seguinte pude estar com o Joaquim e a Bela.
O Joaquim num choro interminável, o olhar fixo na foto da Eduadinha (que trazia no telémóvel), apenas dizia: «minha filhinha...».
Abracei-o apenas.
E chorei com ele.
Não há palavras.

A Bela, numa serenidade cortante, pergunta-me: «Se Deus me deu a minha filha, porque é que agora a levou?».
Alguém se atreve a responder a esta pergunta de uma Mãe que acaba de perder a sua (única!) filha?.

As exéquias...
Jamais esquecerei a imagem de um pai destroçado, de joelhos diante dos restos mortais da sua filha... A imagem de uma mãe cujas lágrimas não pararam de correr...
Os seus olhares fixos, ainda assim perdidos...
A sua fé, apesar de toda a sua angústia.

Ninguém partilha e compreende a sua dor. Apenas quem por lá passou/passa se pode aproximar desse mistério.

Por isso, procurei ser apenas um Amigo muito pequenino... mas um amigo que não esquece.

Há dias em que dou comigo a pensar numa 'Fada Boa' que um dia (e para sempre) me encantou...
E quando contemplo o céu à noite... Sei que uma daquelas estrelinhas tem um nome: EDUARDA DE SEMPRE!

Quim e Bela:
Mesmo nas horas de ausência, no silêncio das palavras, nos caminhos afastados que vamos trilhando, eu estou sempre do vosso lado.
Não esqueço.
Não ignoro.
Sinto.
A vossa dor e a vossa saudade estão presentes em mim.

Bjinhos.
Nélson

Minha querida 'FADA':
Um dia disseste que me irias transformar num sapo!
Seria caso para ter medo...
Mas porque foram as tuas últimas palavras para mim... guardo-as no meu coração, como sinal do teu carinho e do teu afecto de criança por mim.
Em ti vejo o que de melhor o mundo teve e tem: o sorriso e a alegria da inocência de uma Criança.

Peço-te o que sempre te peço: que com a tua varinha de Fada toques em cada dia o Coração dos teus papás e de todos os que sentem a tua ausência, e lhes dês um pouco do teu Sorriso e da tua Alegria... que brilhe neles um pouco dessa Luz estrelar que tu ÉS agora...

Bjo do tamanho do Mundo para ti.

(Sempre Teu) Sapo.

Professora disse...

Amigos, que não conheço, mas que quando leio as vossa palavras parece que estão a meu lado. A vós deixo-vos um beijinho e a certeza que um dia eu e vós voltaremos a encontrar a vossa pequena estrela em algum lugar cheio de outras maravilhosas estrelas.

ana disse...

ana

Cida disse...

Estive em Portugal do dia 18 até 27 de maio. Gostei muito do seu país. É realmente um país abençoado por Deus. Tive a oportunidade de ir até Fátima, e lá rezei pela minha família e também pela sua. Deus em sua infinita bondade há de amenizar a sua dor e haverá um dia que só restará uma doce saudade e a sensação que tiveste o privilégio de conviver com um anjinho, que com TODA CERTEZA, lá do céu (como a mais linda das estrelas) olha e cuida de seu papai e sua mamãe. Um abraço afetuoso e fiquem com Jesus e Maria. Cida (Brasil).