COMO A PRÓPRIA EDUARDA DIZIA "MÃE TU ÉS A MINHA ESTRELA CINTILANTE"
AGORA PASSOU A SER A EDUARDINHA, A ESTRELA CINTILANTE QUE BRILHA BEM DO ALTO DOS CÉUS

segunda-feira, 26 de Julho de 2010

Agosto, o Verão, a vida muito além deste limite...


Com Agosto chega o Verão, o calor, a praia e as lembranças. Eduarda, tu adoravas a água, a areia, as construções, as corridas junto ao mar... Recordo-te imensamente, tão profundamente foram os momentos.
E os picnics e os belos lanches que a mãe nos fazia? E as partidas e outros jogos que realizávamos nos pinhais? Momentos de sombra, onde a manta servia para nos deliciarmos com as belas refeições mas também para dormir aquela sesta tão reconfortante.
Continuas a viver tão intensamente no meu coração, com todos esses e muitos mais momentos que orgulhosamente partilhámos. Hoje, são recordações. Quando vejo famílias completas, a viverem essa mesma felicidade, a nostalgia assola-se, confesso. Não te vejo, é verdade. Mas sinto que estás aqui, algures, cheirando o teu perfume, ouvindo a tua voz, delirando com o teu toque. Tu, eu e a mamã, naquele mar salgado mas de águas cristalinas...
Esse Céu do infinito, guardado nas nossas memórias, não acabou ali, naqueles tempos idos que recordo. Ele existe, vai muito mais longe.
Onde estás agora, estaremos todos nós também. Se não for vida, mesmo assim a morte nos juntará mais tarde ao destino comum. Mas, creio que será vida, muito mais vida. Tão vida que nenhum de nós poderá deslumbrar como será. Mas é!
Até já...

sexta-feira, 2 de Julho de 2010

Mensageiro da Esperança e o Amigo: Agostinho Almeida Santos


Querida Eduarda, não me quero alongar. O que te posso contar é o que sinto exactamente neste momento da minha história. As etapas novas trazem à tona esperança. Os meus caminhos levam-me todos até Ti. Apenas poderei mudar rotas, entre estradas e cruzamentos, mas todos me conduzem ao mesmo destino.
Vivo e estou vivo. Isso é o que importa. Existe uma pessoa muito especial que de forma muito carinhosa e desinteressada está a ajudar a caminhar o Papá e a Mamã. Das suas mãos, 'nascem' mil cuidados, outras mil preocupações e ainda outros mil conselhos. Das suas mãos já nasceram imensas vidas, mesmo quando os rostos tristes e a chorarem, teimavam em não ter esperança. Mas, este grande Homem, defensor dos princípios, da tradicional cultura médica, mas com tanto saber, é ele que nos ajuda no milagre... Uma nova vida está para chegar, noutros caminhos, mas todos direccionados até Ti.
É este Homem sorridente que disse hoje que uma Maria que estará para nascer... "SERÁ INTELIGENTE". Um agradecimento, em jeito de louvor, a uma pessoa que nos deslumbra com a sua coragem e exemplo. Esse Homem chama-se Agostinho Almeida Santos.

terça-feira, 22 de Junho de 2010

Os amigos, aqueles que nos falam à nossa alma


Hoje, como ontem, como será amanhã, decorrerão mais dias somados à minha existência. Que mundo é este em que vivemos? Que pessoas somos uns para os outros?
Acho maravilhoso o facto de termos amigos, aqueles que podemos contar verdadeiramente. E um verdadeiro amigo, por mais silencioso que seja, porque não é necessário andar sempre a manifestar o seu afecto e carinho, nunca se esquece das datas mais difíceis para nós.
Ontem, Eduarda, farias 10 anos de vida. Lembrei tantos momentos da nossa vida, do quanto partilhámos. Aqui estou a continuar e quero dizer-te que recebi ontem pela Vera do Jardim-Escola João de Deus, a notícia, a linda missiva que os teus amiguinhos e colegas de escola estão como finalistas do ano lectivo. E sabes o que a Vera me contou? No caderno de finalistas, nas suas breves mas tão sentidas opiniões, os teus amiguinhos evocaram a tua memória, lembraram quem foste, como foste…
Esta linda notícia foi a melhor das prendas de anos que alguma vez recebi. Existem gestos simples que nos enchem por completo, que nos abordam o coração. Depois, ficam para sempre. E os amigos existem, uns mais e outros menos. Uns mais verdadeiros e outros mais afastados dessa realidade.

sábado, 5 de Junho de 2010

Dia 21 e Junho


Minha querida Eduarda, no dia 21 de Junho irás completar 10 anos de vida. Sim, de vida. Nunca morreste e nunca morrerás. O conceito e a certeza sobre a vida é algo subjectivo. Onde está a vida? Qual a verdadeira vida? Onde se vive mais? Vive-se aqui, vive-se aí?
Tanta pergunta para tanta falta de resposta. Apenas sei uma coisa. Tu vives, da manhã mais simples, onde as gotas de orvalho se espalham pelas ervinhas e flores, até à crepúscula luz da lua que muito ilumina os sentimentos.
Farás 10 anos e muitos mais anos viverás. Aliás, não existe tempo porque és intemporal.

quinta-feira, 20 de Maio de 2010


Não sei explicar porquê mas existem pessoas que entram na nossa vida e com simples gestos nos tocam profundamente. Não precisam de serem amigos de longa data para participarem nos nossos momentos de forma ímpar, sensível e verdadeira. A diferença reside num sorriso, num gesto singelo, num acto despercebido.
Conheci há pouco tempo a Andreia, o Paulo e a sua pequena filha. Por mero acaso, numa rua de Coimbra, entrei na empresa que gerem e a cúmplicidade das conversas nasceu naturalmente. O trio fantástico esteve no lançamento do livro "BemAmor" e daí em diante as conversas fluem, compartilhando sentimentos, num espírito de paz.
Algo me comoveu nesta relação... A minha Eduarda não é esquecida mas é vivida de forma muito carinhosa. Uma velinha acesa, com um olhar para o Céu, é de quando em vez uma prática carinhosa destes meus Amigos. Muito valioso.
Também num gesto simples lhes quero agradecer. Que essas velas que acendem, nos ilumine a todos, numa esperança de luz para Sempre.

quarta-feira, 5 de Maio de 2010

A sobreposição


A palavra sobreposição é algo que me assusta, desilude. Vejo este termo empregue, explorado na vida real do dia-a-dia, por vezes, pelas pessoas que julgava próximas, mais amigas ou solidárias.
O que me entristece nessa palavra é o desejo atroz de uns se quererem elevar aos outros. Até entendo que exista essa vontade, esse modo de estar entre rivais ou pessoas distantes do afecto, de projectos não comuns ou de ideologias diferentes.
Quando me cruzo com seres que no dia-a-dia vivem na proximidade, ou pelo menos conhecem a minha/nossa realidade, espanta-me mesmo assim constatar que em determinados momentos se sobrepõem ou pelo menos desejam isso, especialmente nos instantes em que são apreciados pela sociedade que nos circunda.
É exactamente nesses instantes que me desiludo. Nem é bem com as pessoas mas com a realidade atroz da sobreposição, porque uma das lições da vida que aprendemos quando a realidade da morte nos bate à porta, é o facto de pouco sermos ou quão grandes são as nossas limitações como seres humanos.
Depois, com a sobreposição de uns, sabemos que outros ficam na mó de baixo, tristes, enxovalhados ou humilhados. Não deveria ser assim. Talvez exista a oportunidade de ser exactamente nessa altura, naquele momento de alguma fragilidade de alguém que se conhece, que a poderemos ajudar, orientar e erguer. Ao invés, ainda carregam mais no seu ponto frágil, mostrando que se sabe ou se é muito mais que ele… Não entendo mesmo isto, a maldita sobreposição que teima em alastrar-se, numa sociedade cada vez mais desumana e com muitas lições no haver.
A sobreposição poderá existir sempre mas sei que são os que sobrepuseram que mais tarde ou mais cedo tomam consciência que afinal nada ganharam com esse modelo de vida. No final do tempo, dos nossos tempos, só uma coisa se sobrepõe a nós e esse será um momento inevitável. O chão que pisamos sobrepõe-se a toda uma vida humana que deveria ter existido com a noção de que na terra que tantos anos utilizamos deveria ter permanecido apenas um sentimento: Amor.
Esta é a minha parte de utopia porque vejo que cada vez mais o homem se sobrepõe a essa majestoso modelo de vida. E nós, tão pequenos e limitados que somos, só deveríamos deixar sobrepor o amor como único caminho possível na terra que pisamos…

segunda-feira, 5 de Abril de 2010

Um dia, juntaremos de novo todas as peças do puzzle


Um filho está sempre no interior sentimental dos seus pais. A sua profundidade e a sua vivência, fazem com que desde o primeiro dos instantes do seu nascimento, até ao derradeiro dia de uma qualquer partida, dele ou nossa, se promova sempre o Amor.
Quem percebe este código sentimental são os Pais e Filhos, numa harmoniosa cumplicidade. Aqui ou aí, sei que o Amor é a força do infinito das relações verdadeiras, percebo que é esse o sentimento que nos guia, ilumina, nos conduz. Só o Amor verdadeiro consegue desvendar que estamos incondicionalmente com quem Amamos, mesmo quando a distância nos perturba, fere ou dilacera. É esse Amor que do infinito nos leva ao permanente estado de felicidade, mesmo que esse mesmo sentir seja sempre incompleto porque o puzzle não se consegue construir na totalidade.
Um dia, juntaremos de novo todas as peças. Ajudados pelas borboletas, voaremos até ao infinito, estaremos novamente juntos, construíremos mais uma vez o nosso Castelo, pedra por pedra.