COMO A PRÓPRIA EDUARDA DIZIA "MÃE TU ÉS A MINHA ESTRELA CINTILANTE"
AGORA PASSOU A SER A EDUARDINHA, A ESTRELA CINTILANTE QUE BRILHA BEM DO ALTO DOS CÉUS

domingo, 16 de novembro de 2008

Memória

Texto feito na madrugada do dia 13 de Novembro para o Dia da Memória, evocado à Eduarda de Sempre, uma menina que se tornou estrela no dia 18 de Maio de 2006


Se algum dia te fizerem levantar e correr, procurando pelo, agora, impossível, sentirás uma dor intensa, que crescerá. Correrá uma lágrima. As seguintes formarão um rio. Verás que a memória reside aí, nesse preciso instante.

As memórias são momentos do passado. Todos temos memórias e todos seremos memórias.

Olha para trás ou para tudo o que te rodeia. Não corras, não passes o traço, lê os sinais, respeita quem te surge no caminho. Não vale a pena correr no teu Fórmula 1, naquela recta que estimula o velocímetro e a emoção de um acelerador leve.

Se algum dia te fizerem levantar e correr, aí sim, irás correr, mas para a tristeza e a dor. Só nesse momento verás que não vale a pena correr, porque não chegas a lado nenhum.

Pára. Olha para o mundo, vê quem está à tua esquerda e direita. De mansinho, avança, continuando a olhar. Vai devagar.

Se algum dia te vier à memória um ano, dois anos, três anos… Se algum dia conseguires ver à tua frente que não é bom correres para o nada, entenderás que viverás melhor e chegarás em segurança.

Concentra-te nesse vínculo da vida, a memória. Neste tempo presente, onde os sinais nos mostram cada vez menos memórias registadas, prostra-te sobre o olhar do Céu, sobre a luz de uma Estrela. Escuta o que ela te diz. Observa-a atentamente. Verás que essa estrela é tua amiga, talvez a tua memória. Nesse dia, pede-lhe que te faça entender que todos juntos poderemos tornar este mundo melhor.

Sorri para essa estrela e sente-a com intensidade. A luz que irradia, talvez te inspire para continuares esta jornada, marcada por memórias sem cor, desenho e escrita. A memória é feita de imagem, gravada no Ser de cada um, absoluta companheira de todas as horas.

Ainda é tempo. Trava, modera e pára. Ninguém quer ser esquecido. Todos queremos ser memória das gerações vindouras, especialmente dos que mais amamos. Mas é preciso entender o respeito pela Natureza. Deixa que ela opere, não sejas interveniente irresponsável.

Deixa que a memória surja no tempo certo. Não queiras ser interveniente, mas espectador atento. Não provoques a memória, porém, aceita-a quando ela chegar no seu compasso.

O Homem tem de aprender a não mexer, alterar ou mudar o rumo dos acontecimentos que não lhe compete operar.

Se nalgum dia te fizerem levantar e correr não o faças de qualquer modo ou feitio. Não chegarás a lado nenhum e se alguma vez chegares pode até nem ser pelos teus próprios meios… Poderás já ser uma memória.

Joaquim Santos

2 comentários:

Patrícia Matos disse...

Por vezes não há palavras, apenas gestos...um beijinho...e um abraço apertado.

Anónimo disse...

a memorias enesqueciveis... por favor portejam todos que amemos... porque o mundo se desfaz mun segundo apenas..... abraçinho apertado