
Hoje tive vontade de pintar o céu de azul e verde. O azul como cor real, da elevação superior que lhe pertence e o verde como sinal da esperança cúmplice com Deus. Sim Deus. Aquele Deus que Saramago diz não existir, talvez uma triste forma de ver o mundo e de o sentir como criação perfeita...
Mas, elevo os meus olhos para cima e pinto de azul e verde, esperando que nos movimentos dos meus dias, chegue até esse Deus que acredito existir e também me abeire dessa menina que se tornou estrela. É essa menina chamada Eduarda de Sempre que quando chega todas as noites tem o cuidado de na minha limitação, nos momentos que não consigo ver o azul ou o verde, com o seu toque especial, me dá uma luz que me ilumina até chegar todas as manhãs.
Aí, consigo novamente ver as cores, mesmo com a chuva que se assolou neste Outono. Sinto-me iluminado por Deus, pela Eduarda e todos os Seres terrenos que me dão sentido. Agora, talvez seja mais uma oportunidade para vos agradecer o facto de me darem força para conseguir ver essas cores que irradiam e por também obter toda a goma de amor que tão bem sei identificar donde é originário.
As cores e as luzes chegam-nos do superior. E só as conseguimos ver porque acreditamos e porque Deus nos pinta como uma bela tela, como uma valiosa criação "artística" exposta nestas galerias que chamamos países do mundo. É nesta galeria que somos iluminados, dando brilho e beleza às cores. Por quem? Pelas Eduardas de todo o mundo, por verdadeiras estrelas e uma lua, dando origem às melhores das inspirações de Deus...